quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A lição da pérola - Psicografia: ditado por Lyn F. T.


Poucas pessoas conhecem a origem de uma pérola. Visam apenas o seu valor como jóia, mas desconhecem que tamanha preciosidade se origina de um mal que acomete o molusco! Usando sua estratégia de defesa, ele envolve o mal com sua substância particular de amor, criando assim belas pérolas! Mas vale lembrar que ostras felizes não produzem pérolas! Pense nisso!
O texto a seguir é uma psicografia, ditado por Lyn F. T.
Qual será o resultado de uma experiência dolorosa, de uma decepção, de um tropeço?
As dores sofridas podem se transformar em ressentimentos amargos, em revolta, ou se transmudar em belas pérolas: as pérolas da Compreensão e da sabedoria.


Muitas pessoas desconhecem o fato de que as pérolas, essas deslumbrantes e tão apreciadas esferas nacaradas, são agregações calcárias resultantes de uma enfermidade que acomete certos moluscos.
Poucos sabem, também, que no interior de cada pérola existe um agente estranho, um invasor, uma partícula intrusa que um dia penetrou na concha do molusco e o tornou doente. Em decorrência, o molusco invadido passou a produzir secreções calcárias, e essas substâncias orgânicas foram se cristalizando em torno do agente estranho, isolando-o sob camadas e mais camadas de nácar. Assim sendo, de certo modo, somos levados a considerar que uma pérola é uma tumba inviolável a encerrar algo indesejável, algo nocivo, algo que causou danos vitais a um molusco.
No entanto, ao observarmos essa “tumba calcária”, nós a admiramos como uma das mais belas obras da natureza marinha. Há pérolas tão perfeitas e tão cintilantes, cujo preço ultrapassa o de esmeraldas e diamantes. Porém, as pérolas nos trazem muito mais do que a beleza e o brilho; elas nos trazem uma preciosa lição, uma lição que pode transformar os nossos conceitos sobre a Dor e o Sofrimento.
Ainda era eu uma criança, quando meu pai me sentou em seus joelhos e passou a discorrer sobre o intrigante mistério das pérolas.
Com meu pai, aprendi a não me rebelar contra os sofrimentos e as vicissitudes da vida. Quando uma dor se torna inevitável, podemos lutar para reproduzir a ação dos moluscos invadidos. Podemos “revestir” essa dor, camada sobre camada, com os melhores sentimentos que possuímos. Por fim, aplicaremos o nácar cintilante da Compreensão e, assim, obteremos uma dor inofensiva, desativada: uma dor transmudada em Beleza e em Aprendizado.
“Todos os sofrimentos são preciosos como jóias!”, dizia-me papai. “Por isso, deves transformá-los, um a um, em pérolas... para que não causem novos danos ao teu coração, nem à tua mente, nem a ninguém mais! E os sofrimentos, tornados pérolas, passarão a embelezar tua alma, fazendo-te mais forte, como fortes são as pessoas que fazem bom uso das suas machucaduras!”

Enquanto seguimos pela vida, trazemos conosco tudo o que já vivemos, tudo o que já sentimos e tudo o que concluímos de cada experiência. É inevitável que muitas dentre essas vivências que nos acompanham sejam dolorosas, mas temos condições de “revesti-las” de diferentes maneiras, extraindo-lhes os aprendizados que contêm e tornando-as belas pérolas envoltas na Aceitação e na Gratidão.

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