terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Um dia de verão


Ao se iniciar mais um lindo dia pude notar que não se tratava de um dia qualquer, mas sim de mais um maravilhoso dia de verão. Céu azul, praticamente sem nuvens, e uma perfeita sinfonia de pássaros das mais variadas espécies, tudo acontecendo na mais pura e perfeita harmonia e sintonia com o Criador, como quem agradece por mais esta oportunidade, por mais este recomeço. Resolvi, então, participar desta verdadeira cerimônia de gratidão à vida.
Antes de me levantar permaneci sentado na cama e em uma meditação rápida, e também de gratidão, elevei meu pensamento ao Criador e passei a sentir tudo isso. Toda aquela beleza perfeita que ocorria lá fora passou a fazer parte de mim, de meu interior. Então comecei a agradecer pela oportunidade de poder confraternizar com tudo isso. Agradecia pela generosidade do Criador ao me oferecer tamanha fartura de bem estar e alegria.
Levantei-me, logo tratei de abrir a janela e, para meu intenso júbilo, imediatamente fui agraciado por uma luz suave, intensa e calorosa. Logo pensei: - Como não reverenciar tudo isso? Como não sentir gratidão por tudo isso? Como quem conversa com o Pai imediatamente obtive uma resposta.
Em todas as coisas e pessoas existem duas polaridades: a positiva e a negativa e nós é quem estabelecemos esta sintonia. Uma vez que nosso pensamento, visão e sentimento estão ligados à polaridade positiva, logo estamos voltados às belas coisas da vida, ou seja, em sintonia com o Criador. E foi assim que comecei mais um lindo dia de verão.
No início da tarde houve um ligeiro aumento das nuvens dando um visual todo deslumbrante ao céu que parecia sorrir para mim. Já no meio da tarde, juntamente com um vento mais úmido e frio, a paisagem começou a se modificar, ficando mais escura. Já não havia mais a luz e os raios do Sol, nem a tom azul de horas atrás. Entendi que se aproximava a chegada de mais um momento de reflexões e aprendizados.
Não demorou muito e uma forte e intensa chuva caiu sobre a cidade refrescando, lavando e purificando o corpo, a alma e todo o ambiente. Mas houve também muitos transtornos, prejuízos, perdas, destruições, inundações e lamentações. Inundações como conseqüência da falta de consciência. Transtorno como conseqüência da pressa e preocupações excessivas. Prejuízo como conseqüência do egocentrismo. Sofrimento com perdas como conseqüência do apego às coisas e pessoas.
Mesmo neste momento eu estava em sintonia com o Criador e agradecendo pela oportunidade de poder desfrutar deste momento com muita alegria e reverência à natureza. Mas também pedi conforto e amparo àqueles que não puderam presenciar mais este espetáculo da natureza da mesma forma que eu.
Em seguida, o Sol voltou a brilhar e desta vez o espetáculo foi das plantas e flores. Com a água da chuva retida em suas folhas e pétalas o Sol pode trazer um brilho peculiar que só pode observar quem não se embaraçou nas redes da revolta.
É assim que deveríamos entender as coisas de Deus!
Ele nos dá tudo do bom e do melhor. Do mais alto valor e beleza.
Mas espera de nós o mínimo de gratidão, respeito, reverência e utilização de tudo isso para o benefício de todos.
O Sol brilha e os pássaros cantam, mas a chuva sempre cairá sobre nossas cabeças e a cada um será dado o peso que a necessidade exigir.

Fique com Deus, sempre!

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